terça-feira, março 31, 2009

Mar

Eram dias escuros de angústia polvilhados de pózinhos de sal e de sol. Perdido nos seus pensamentos dialogava consigo próprio infindáveis monólogos em que ora fazia de vítima ora fazia de herói. Por vezes fazia de indiferente, papel onde o seu traquejo atingia níveis elevados, próprio de deuses esquecidos há muito pelo tempo. E era assim que se sentia... esquecido pelo tempo. Afastado do espaço. Onde o tempo não passa. Num doce e desconcertante amargo limbo. Mas naquela noite decidiu não pensar nas histórias amargas e nas agruras da vida. Recordou somente as horas passadas em conversas contínuas de palavras soltas com estórias saltitantes, de copos bebidos com gosto a felicidade feita de pequenas coisas e de destinos comuns onde não realizamos muito, mas realizamos o melhor que podemos.

sendyourlove disse...

O tempo não o esqueceu... o tempo não ficou inerte...apenas mudou de ritmo...
O limbo...esse é um espaço de passagem, dizem...
...e as boas recordações, essas, precisam de um tempo mais suave para serem saboreadas...
... brindemos a isso!

as velas ardem ate ao fim disse...

Recordar o bom é viver!Acredita!

um abraço

Maria P. disse...

Quem escreve assim pode ser (quase)tudo, menos indiferente.

Um abraço.

Carla disse...

deus da indiferença...num tempo onde as pequenas coisas afinal também podem contar
beijos e boa Páscoa

anya disse...

Senti este texto, muito bonito *

as velas ardem ate ao fim disse...

Espero que estejas bem.


um abraço