domingo, abril 20, 2008

Auto

Aqui há uns tempos o autoclismo da casa-de-banho de minha casa avariou. Nada de muito especial, esta afirmação, não significasse o "aqui há uns tempos" cerca de dois anos. Não sei se foi mais se foi menos. Se foi mais não é muito mais, e se foi menos também não será muito menos. O que é certo é que aqui há uns tempos avariou. É claro que dava para continuar a fazer descargas... bastando para isso levantar a tampa e puxar aquela coisinha e lá se dava a descarga. Até agora nada de especial... o especial disto é que só foi arranjado há duas semanas. Portanto, em minha casa o autoclismo esteve avariado cerca de dois anos.
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É claro que o tentei arranjar na altura... mas vi que a obra talvez me pudesse transcender. Questões que envolvem água muitas vezes mete-se água. E não era uma questão simples de um botão, tinha mesmo de se trocar todo o aparelho. Por isso lá fui deixando arrastar a coisa. Não queria chamar um canalizador que me iria cobrar uma pipa de massa e também não conhecia ninguém com qualidades na bricolage que me pudesse fazer o favor. Aliás, qualidades essas que detenho muito acima da média!
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Há um mês ou dois decidi que era tempo de fazer algo. Fui estudar a fundo a questão, fazer uma prospecção de mercado. É assim que procedo. Estudo tudo em casa muito bem. Depois fui ao AKI ver o que havia. Deixei a ideia amadurecer para que me pudesse lembrar de eventuais problemas e assim estar precavido no meio da obra. E assim, um dia, lá me decidi. Fui, comprei tudo o que pensava ser necessário e vim para casa proceder à obra.
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Correu tudo bem. Nada falhou. Tinha tudo o que era necessário. Ainda houve algum esforço físico e de equilíbrio, mas tudo correu bem. E fiz tudo sozinho e sem assistência nenhuma.
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Uma coisa que durou dois anos poderia ter sido resolvida logo... mas não, foi necessário esperar dois anos!
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Hoje percebi uma coisa... mentalmente o autoclismo estava a funcionar como tampão. Depois de resolvido o autoclismo, tenho as cortinas para resolver. E agora, provavelmente em algumas semanas, vou resolver a questão das cortinas que sempre me recusei a resolver e sempre tive esperança de não ter que a resolver. É assim... tenho de dar o braço a torcer, desistir, e resolver as cortinas.

Frases soltas #40

Tem cuidado, porque quando as ideias morrem quem ocupa o seu lugar são os ideais e neste momento já sabemos no que é que os ideais resultam.
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in, Assim era a solidão, Juan José Millás

domingo, abril 13, 2008

Frases soltas #39

Pois como há-de um homem de juízo comportar-se quando não pode confiar nos seus sentidos? Antes embriagado que louco.
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in, A Festa de Babette, Karen Blixen

Play me #39

Mudemos de música que a Rita já chateia e bem que podia mudar de côr de sapatos. Aqui ficam de novo os Dresden Dolls. Banda que me conquistou totalmente, coisa que é quase impossível de fazer. Como eu os adoro, fico feliz em saber que outras pessoas também gostam. Eles já passaram muitas vezes aqui, mas nunca ninguém disse nada até que uma leitora e uma amiga ficaram fascinadas por esta música com um intervalo de poucos dias. Coin-Operated Boy dos The Dresden Dolls no seu primeiro álbum com o título The Dresden Dolls.
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Como repararam tenho um novo sistema para ouvir as músicas. É mais giro, e é um site cheio de potencialidades. Mas, por outro lado só posso colocar as músicas que estão na base de dados... e, infelizmente, eles não tinham o Coin em versão ao vivo cuja letra sofre algumas pequenas e interessantes modificações! Mas o site é fantástico e tenho de agradecer ao Cubano! Esta do cubano é que baralha muita gente!!!
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Por isso... como o que vocês (mulheres) querem sei eu!!!... aqui fica Coin-Operated Boy.

sexta-feira, abril 11, 2008

158:91

Hoje tive medo... não foi um medo de impacto. Foi um medo simples e suave que me percorreu e ainda permanece aqui. Passei a semana indisposto com sensações estranhas que nunca senti. Não me sentia doente, mas sentia-me estranho... hoje, ao final da tarde decidi fazer um pequeno teste. Fui medir a tensão e ela estava em valores que nunca na minha vida andou. Não é costume controlar, mas não costuma passar mais de seis meses sem a ver. A última vez foi há cerca de um mês numa consulta de rotina em que estava tudo bem. Sempre, repito, sempre esteve em valores óptimos. Mesmo fumando, mesmo não praticando desporto, mesmo com cargas excessivas de stress... sempre óptimo! Pois hoje fui ver se seria alguma coisa disso... e tive medo.

Conversas #16

- Gajas!!! Nunca dizem o que querem!!!
- Gajos!!! Nunca entendem nada!!!

quinta-feira, abril 10, 2008

Explicando limites

Eis o motivo porque escrevi o post anterior
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Fizeram-me a seguinte pergunta
Só quero saber agora se não gostas mesmo de Madonna? E de Whitney Houston?
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Ao que eu respondi
São boas cantoras.
A Madonna teve o condão de se manter sempre actual ao longo de quase 25 anos de carreira. Sempre inovando o estilo e sempre criando músicas fabulosas. Mas não sou fã ao ponto de comprar cd's.
A Whitney Houston é um estilo diferente. Tem músicas muito belas, mas um estilo semelhante. Isso levou ao declinar da carreira dela. Também não sou fã ao ponto de comprar cd's.
Mas em ambos os casos, caso passe alguma música delas na rádio não mudo de estação e ouço-as.
Mas porquê saber se gosto delas?
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Aí responderam-me o seguinte
Tendências gay.
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E depois ficou admirada de ter dito num post que era uma parvoíce.

segunda-feira, abril 07, 2008

Fim-de-semana

Foi um fim-de-semana febril! Não, não quer isto dizer que tenha sido bombástico... apesar de até ter sido bom. Foi um fim-de-semana febril pois tenho andado com uma gripe desde meados da semana passada. Fui-me enchendo de drogas para ver se melhorava rapidamente para poder estar em estado aceitável e comparecer a um casamento para que fui convidado. O que é certo é que, apesar de suores frios e de acessos de calor febril lá me aguentei todo o dia de sábado. No dia seguinte parecia um zombie... aliás, já o parecia nos dias anteriores! Mas o dia estava bom, os meus pais estavam cá por causa dessa festa e precisávamos de ir almoçar nalgum lado. Sugeri Alfama e encontrar uma esplanada qualquer de um restaurante desses que parece rasca (e talvez até seja) mas que estão repletos de estrangeiros a aproveitar convenientemente o que Lisboa tem para oferecer. Demos um ligeiro passeio por essas ruas fantásticas que respiram um ambiente difícil de descrever e onde o som de fado aparece sempre de alguma janela de habitação ou de porta de restaurante como chamariz ao turista. Acabámos por escolher um restaurantezinho que conheço bem. Já esplanei almoçando ali algumas vezes. Um canto agradável onde o castiço de Alfama desfila à nossa frente ao mesmo tempo que o turista descobre as belezas destas ruas. Uma vez por outra lá passa um carro desgarrado na velocidade adequada... quase parado. Comemos sardinhas. E nesta altura já são boas? São excelentes, respondeu-me o jovem anafado que servia à mesa. Já as comeu hoje?, insisti. Ah, eu não como sardinhas, respondeu-me este alfamoso (não deve ser assim, mas fica bem assim). Sorri e perguntei Então como sabe? Porque toda a gente o diz!, respondeu. Arriscámos! Não eram excelentes, mas eram gordinhas e boas e foi muito agradável este almoço de pai, mãe e filho naquele cantinho bom e popular da cidade.
Depois de me ter despedido dos meus pais e de eles seguirem viagem para a santa terrinha fui passear para Belém com uma boa amiga. A tarde foi excelentemente passada e serviu para me descongestionar um pouco. Gosto de tardes assim... andar e deitar conversa fora. Não é com toda a gente que tenho este à vontade em falar do que quer que seja.
Ao final da tarde regressei a casa... e fui lendo até chegar a hora que achava boa para ir para a cama. Dormi mal! Acordei às 4:30h e não dormi mais... agora sinto-me zonzo e ainda engripado. Será uma gripe resiliente? Enfim... a semana começa com um novo pensamento: Preciso de redireccionar a minha vida!

quarta-feira, abril 02, 2008

Desejos

Tinha sido uma tarde de grandes discussões. No final ele acabou por dizer Eh pá! Não me fodam! Mas isso não é assim! Nessa noite dormiu sozinho.

Paciência

Às vezes é preciso paciência... e eu já vou precisando!

Três

Há três coisas importantes na vida!
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A primeira é amar!
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A segunda é perguntar qual é a segunda!
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A terceira é saber que não há segunda!

Pensamento #26

Há gajos tótós... e eu sou um deles!

Mentirita

O Dia das Mentiras é uma coisa que eu não acho piada... mas isto é como no Carnaval, temos de entrar no espírito!
Pelos vistos não fui o único e parece que a minha ideia não foi nada original... é pena, detesto vulgaridades. Mas enfim... gostei de receber tantos comentários em tão pouco tempo. Recebi também uma mensagem directa para o mail. E, pasme-se, até um telefonema de uma muito querida amiga!!
O Esplanando é para continuar... até ao dia em que acabará!

sábado, março 29, 2008

Rádio

Faltavam vinte kilómetros para as quatro da tarde e dirigia-se para sul. No momento em que três sobreiros passavam por ele cheirou-lhe a peixe frito e pensou O Amor é uma batata quente coberta de queijo derretido... e a rádio disse que sim.

Da solidão

Solidão é algo que acontece. Não é bom. Não é mau. Antes pelo contrário. Acontece e não há explicação para isso.

quinta-feira, março 27, 2008

Da beleza

Belo é quando alguém, passo a passo, desperta o interesse de alguém e, lentamente, vai enredando a sua pessoa na outra. Isso é belo!

Centenas

Este blog anda paradito! Muito por culpa das muitas centenas de mensagens que tive de responder por causa do último post e em que várias dessas mensagens me imploravam para voltar a escrever daqueles posts brilhantes que só eu em toda a blogosfera consigo fazer.

terça-feira, março 11, 2008

Prazeres

Não há muita gente de quem eu goste... é feitio. Não sou daquelas pessoas que gosta de toda a gente. A maioria é-me mesmo indiferente. Mas quando gosto de alguém, essa pessoa tem a minha amizade e pode contar comigo sempre. Uma dessas pessoas que eu aprecio bastante deu-me um post ontem sem o saber e, quem sabe, talvez uma reorientação.

Falava-se de conselhos e reproduziu-me uma frase que tinha ouvido. Recordou e comparou-a a uma outra frase que, penso eu, já a publiquei aqui. Uma frase brilhante diga-se de passagem... Se ainda não encontrou a pessoa certa, divirta-se com a errada.
Esta frase é sem dúvida muito boa... e, em parte, identifico-me com ela. Mas, tenho de reconhecer, não encaixa muito com o meu feitio.

Agora a frase que a minha amiga me disse é que pode encaixar comigo e servir de modelo de vida. A frase talvez não fosse bem assim disse ela, mas acho que fica muito boa assim Enquanto não chegam os grandes prazeres, aprenda a apreciar os pequenos.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Anónima

De vez em quando tenho para aqui uns ataques pessoais por parte de uma Anónima. Digo uma no feminino e singular porque, não tendo forma de saber, prefiro pensar que é só uma pessoa que me ataca e que essa pessoa é mulher.
Olha... eu acho que o teu mal é falta de sexo! Mas escusas de vir bater a esta porta porque aqui também não há muito! Se eu tivesse muito eu dava-te qualquer coisinha, mas não... tenho pouco e por isso não dá para dispensar.
Olha... e outra coisa... tenta arranjar uma vida que é o que eu ando, desajeitadamente reconheço, a tentar fazer!
Olha... e mais ainda... se me atacas tanto, será que pretendes alguma coisa de mim? É que isto faz-me lembrar aquele ditado do Quem desdenha...

Passe

Quando se fica doente parece que é o fim de tudo. Basta uma gripezita e achamos logo que nunca mais vamos melhorar e que nunca mais nos vamos voltar a sentir bem. Encaramos o futuro sem esperança e tudo nos parece negro. Sentimos-nos as pessoas mais desgraçadas do mundo e se, porventura estamos sós, achamos que é uma tamanha injustiça não ter ali alguém que nos mime um pouco. A neura apodera-se de nós e não há nada a fazer. A não ser... esperar que passe!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Crónica

Deve ser do tempo, disse ele. É, deve ser... tão certo ser como eu estar aqui!, respondeu-lhe ela. Era um dia raro. Um dia de inverno rigoroso com copiosa chuva, vento e frio que penetrava o tecido das roupas mais quentes e grossas. Tinha caminhado por uma rua com folhas de plátano ululantes que esvoaçavam e reviravam em elipses perfeitas cada vez que o vento se deslocava com mais força. Tinham combinado encontrar-se naquele dia. O sítio era o de muitas outras ocasiões. Um petit café numa pequena praça onde já tinham passado muitas tardes. Hoje a situação era diferente. Fazia pouco mais de um ano desde que ela se tinha ido embora batendo com a porta depois de se ter despedido com um beijo.. E ali estavam eles de novo, sentados na pequena mesa alta da janela com vista para a elegante e romântica praça. Lá fora viam-se vultos que corriam abrigando-se da chuva. Lá dentro o sossego de uma casa quase vazia e de um calor temperado que convidada a despojarem-se dos casacos. Gosto disto, disse ela. Disto? Sim, deste lugar, respondeu ela à sua pergunta. Nunca mais cá tinha vindo! Ele pensou que era pena ela nunca mais ter vindo a este lugar. Era um dos seus lugares de eleição e sabia que ela lhe dava contornos de beleza etérea. Ele olhou-a fundo nos olhos, sorriu e disse E eu gosto disto! Ela esboçou um ligeiro sorriso inquiridor e ele completou De te ter aqui comigo. Ela desviou o olhar e envolvendo a chávena quente com as mãos soprou sobre o chá que fumegava e disse Já tivemos esta conversa. Ele inspirou fundo e deu um longo e arrastado suspiro. Como é que se chamam estas árvores? Ele fez um pequeno sorriso trocista ao ouvir a pergunta dela. Lá fora, a praça estava preenchida de frondosas mimosas que amarelavam o cenário que se via da janela. Mimosas, respondeu ele. Ficaram assim longos minutos, sem falar. Limitavam-se a olhar a chuva cair lá fora e o vento a arrastar as flores prematuras das mimosas. Por fim ela interrompeu o som do silêncio que já magoava de ansiedade com um simples Estás triste? Não, respondeu ele secamente. Ela retornou Mas pareces! Deve ser do tempo, disse ele. É, deve ser... tão certo ser como eu estar aqui!, respondeu-lhe ela. Ele esboçou um ligeiro trejeito nos lábios acompanhado de um suave cerrar das sobrancelhas. Deu um ligeiro movimento ao corpo posicionando-se de costas para a janela e encarando melhor o petit café. Era um espaço pequeno, povoado por sete mesas com cadeiras almofadadas de veludo verde. A toda a extensão espraiava-se um balcão de nogueira, madeira escura escurecida ainda mais pelo tempo. Os aromas antigos e tradicionais misturavam-se com sons novos que saíam algures de umas colunas escondidas e que imprimiam um som que combinava com a luz suave. Atrás do balcão dois homens conversavam. Um jovem cujo penteado, de cabelos no ar, aparentava ser o que de mais cuidado tinha na cabeça. O outro, ainda jovem mas a meio da casa dos trintas, tinha um ar calmo e compenetrado. Já viste!? disse o jovem com um ar de gozo. O da mesa da janela está há meia-hora a falar sozinho. O homem olhou para o jovem com um ar de enfado e respondeu-lhe Pensas tu! O jovem abriu a boca de espanto e um pouco confuso declarou Mas ele está sentado sozinho e a falar. O homem sorriu e pensou para consigo mesmo Há coisas que os jovens não conseguem entender e, encolhendo os ombros disse-lhe Para ele, é tão real aquela mulher como esse bolo de chocolate. Pegou num prato, cortou uma fatia grande e disse Toma! Vai lá dar-lhe esta fatia de bolo. Oferta da casa. O jovem obedeceu e quando estava quase a sair do balcão ouviu E não te esqueças de levar dois garfos. O jovem lá pensou com os seus botões Este é tão louco como o outro! e quando ofereceu o bolo ele disse-lhe Obrigado, ela adora! e o jovem não conseguiu evitar um sorriso cínico e esboçou um simples Não tem de quê. Voltando para trás do balcão disse em surdina Se calhar o gajo é perigoso! Não sejas tonto, respondeu-lhe o mais velho. O jovem com um ar mais espantado ainda pensou Há coisas que os mais velhos não conseguem entender e disse Não será melhor convidá-lo a sair? Pode afastar a clientela. O mais velho abanando a cabeça e olhando para a casa vazia sibilou Qual clientela? e continuou num tom mais audível Deixa-os terminar o encontro descansados, pode ser que se entendam! Mas tu estás bem?! inquiriu o jovem. O homem olhou para o jovem com um olhar sem expressão e pensando em como admirava todos os amores doentios só porque eram amores e ele tinha perdido algures no tempo a capacidade da amar e acabou por balbuciar Não, nem por isso e completou Deve ser do tempo. E o jovem limitou-se a dizer É, deve ser...

domingo, fevereiro 10, 2008

Play me #37

Voltamos a mudar... e agora para algo completamente diferente. Uma das músicas que mais gosto de ouvir. O nome é Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen também conhecida como Königin der Nacht e ainda mais conhecida pelo nome em inglês Queen of the Night. É Wolfgang Amadeus Mozart na ópera Die Zauberflöte (A Flauta Mágica). Esta gravação penso que é de 1981 para a Deutsche Grammophon com o Chor der Deutschen Oper Berlin e a Berliner Philharmoniker dirigida por Herbert von Karajan. A intérprete desta música é Karin Ott. Eu gosto... espero que também gostem.