sexta-feira, janeiro 19, 2007

Feitios

Realmente, devo ter herdado o hiperbolismo militante do meu pai... tenho tendência para os exageros a quente e para as frases radicais.
Dizer coisas do género comigo só se falha uma vez, não correspondem à verdade. Dependendo das pessoas há quem possa falhar sempre, há quem possa falhar algumas vezes até atingir um certo limite, e há concerteza quem não tenha muita margem para falhas. E, claro, isso depende muito do grau de confiança e conhecimento que se tem com as pessoas em causa.
No fundo é tudo uma questão de ponderar a situação, analisar, e depois decidir qual a atitude melhor que deve ser tomada.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Flags

Flags of Our Fathers é um belíssimo filme... não é extraordinário, mas é um belíssimo filme. Estava à espera de mais espectacularidade nas imagens de batalha, mas a intensidade do filme torna-o excelente. O desencanto sempre presente no filme faz com que seja um pouco pesado. Sente-se o peso que homens simples carregam nos seus ombros... homens simples transformados em heróis, mas que não se sentem como tal.
A imagem é um ícone. E independentemente de se ter pequenos ódios de estimação face à América, quem vê esta imagem sente o esforço e a dedicação de homens que lutaram e se sacrificaram para que o mundo fosse melhor... num tempo em que as lutas sentiam-se como causas.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Doors

Eu vou ter contigo eu prometo que vou!!!!!!! foi o que disseste. E para que não houvesse dúvidas repetiste no espaço da mesma mensagem as palavras EU VOU TER CONTIGO assim, desta forma, em maiúsculas como se gritasses para eu acreditar. E eu acreditei. Virá, concerteza pensei eu. Mas a dúvida pressentia-se nas minhas palavras. Acabaste por reafirmar noutra mensagem Se vou fugir? Recuar? Não, nunca! Jamais faria isso contigo. E para pôr um ponto final na discussão disseste Eu vou ter contigo. Acredita pois até agora nunca falhei contigo. Falhei? Diz-me sinceramente eu algum dia falhei contigo? Ainda assim duvidei. Tenho o hábito de duvidar e respondi Quanto a vires ter comigo um dia destes... acreditarei no momento em que te vir à minha frente. Aí a tua resposta foi implacável Pois vou cobrar-te essas palavras! Há mulheres fortes, influenciáveis, fracas, as que seguem os passos dos outros. Eu nunca segui os passos de ninguém, carrego o peso dos meus. São os meus passos, as minhas vontades, os meus impulsos, a minha raiva, a minha angústia, os meus versos, SOU EU QUE VOU ATÉ TI. Acredites ou não, eu vou. Não devias duvidar. E foi mesmo assim... os teus passos, as tuas vontades, os teus impulsos... mas foi a minha raiva e a minha angústia. Algum dia falhei contigo? Falhaste, e comigo só se falha uma vez. O furacão passou, depois da tempestade vem a bonança. É tempo de contabilizar os estragos e fazer as reparações. Fortalecer as defesas contra as intempéries. Ressentimentos?! Só contra mim... A Blitzkrieg teve o seu The End.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Vida

Com o último post não quis de forma alguma estar a discutir aqui porque se deve ou não deve votar Sim ou Não no próximo referendo. Quanto a isso sou completamente intransigente. O voto é de cada um, e cada um vota conforme a sua consciência. A democracia é isso mesmo! Votar... e a vontade da maioria é soberana.
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Agora o que não admito de forma alguma é que alguém, seja lá quem fôr, insinue que pelo facto de eu votar Sim eu seja, de alguma forma contra a Vida. Será que por votar Sim eu sou a favor da morte?! Será que as pessoas que votarem Sim estarão a favor da morte? Será que são contra a Vida!?
Eu não admito lições de moral de quem quer que seja! Tenho uma sólida formação moral! Transmitida a mim pela educação que os meus pais me deram e pelas instituições de ensino, católicas diga-se de passagem, que frequentei. Eticamente considero-me irrepreensível! Parece exagero?! Talvez seja... mas é a verdade. E quem me conhece pessoalmente sabe que assim é.
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O que tenho assistido por parte dos defensores do Não são autênticas campanhas de desinformação. Campanhas essas completamente inadmissíveis num mundo e sociedade civilizada em que vivemos. Aliás... essas mentiras e desinformações só podem ser vistas, pelo menos aos meus olhos e à luz da religião que muitos dizem defender, como algo de perverso e pecaminoso.
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A questão é só uma, e não é uma questão se o aborto ofende a minha sensibilidade moral. A questão é se eu acho que as mulheres que interrompam uma gravidez até às dez semanas devam ser penalizadas criminalmente. E quanto a isso eu não tenho nenhuma dúvida, quer moralmente quer eticamente. Nenhuma mulher deve ser penalizada criminalmente!
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A Religião e o Estado devem estar separados. E quanto a isso nada melhor do que as próprias palavras de Jesus, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Mateus 22, 21).
Será que a Igreja admitiria que um Estado tentasse intervir nalguns dos seus cânones? Penso que não! E custa-me ver a Igreja gastar tanta energia nesta questão, quando há outras que mereciam o dispêndio da sua energia e para as quais está mais vocacionada.
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O facto de esta lei vir a ser promulgada nada obriga a que as pessoas que são contra utilizem essa possibilidade. Se as ofende, então não usem esse direito. Recordo... é um direito, não um dever! Os tempos da imposição à força da moral religiosa sobre a sociedade civil já acabaram há muito. E não preciso recordar a ninguém o que foi o respeito pela vida nesses tempos!
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Agora... lições de moral!? A mim?! Ninguém!!! Tenho uma formação ética e moral sólida e irrepreensível!
E sim, sou pela Vida! Uma Vida com dignidade para toda a gente!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Referendo

Eu sou pela Vida!
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E é precisamente por esse motivo que no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro vou votar Sim à questão Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

Unblock

Houve um momento em que se sentia a afundar... nesse momento apercebeu-se que tinha de se afastar. Assim o fez, muito bruscamente. O tempo passou, voltou a navegar. A sempre periclitante embarcação estava sem meter água há algum tempo já.
Um dia decidiu que já não fazia sentido o afastamento e voltou a aproximar-se. Percebeu, à medida que lhe falava, que ela continuava a exercer um fascínio sobre ele. Mas agora era diferente... ele estava mais sossegado no seu espírito e entendia melhor as coisas. Agora não lhe fazia mal... e podia falar com ela.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Tempo perdido

Sinto que perco o meu tempo... será mesmo perda de tempo? Ou será que perco o meu tempo com o tempo que passa pensando no tempo que perco? Será tempo perdido o tempo perdido pensando no tempo perdido? Definitivamente é tempo perdido o tempo que perco escrevendo este post sobre o tempo perdido. Por isso, não quero perder mais tempo a falar do tempo perdido ou sobre o tempo que perco pensando no tempo perdido.
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Tempo... passa! Passa depressa! E eu vou perdendo esse tempo... sim, acho que estou a perder o meu tempo. Mas será mesmo que estou? Será que viver cada momento do tempo não pensando no tempo que passa é a solução? Ou será que viver cada momento do tempo pensando se estou mesmo a aproveitar o tempo é melhor? O futuro existe ou não? Se o que vale é o presente então o tempo não interessa, nem interessa o tempo perdido pois o tempo não existe porque só o presente existe.
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Mas o futuro existe! Eu sou neste momento o futuro das palavras escritas há pouco tempo atrás. Mas na realidade não sou o futuro, sou o presente. Pois sou-o agora, neste momento. Assim sou o presente deste momento de tempo que sou agora. E o futuro não existe. Mas na realidade ele existe. Pois não pode haver presente sem futuro nem passado. Então se o futuro existe, estarei a perder o meu tempo? É uma questão que está sempre presente no meu presente. Não está no meu futuro, mas estará... porque o meu futuro será o meu presente. Mas se no meu futuro essa questão estiver presente, e sabendo que esse momento já será presente para mim, então é uma questão que não faz parte do futuro, mas sim do meu futuro presente... que existirá, e será presente e não futuro.
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E lá continuo eu... perdendo o meu tempo pensando no tempo que perco. E sim, acho que estou a perder o meu tempo. Então o que fazer? Deixar passar o tempo presente para ver onde o presente me leva... no futuro. Futuro esse que não existe, porque nessa altura será presente! Mas o futuro existe... e é por causa dele que perco tanto tempo pensando no tempo que perco.
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E quando o futuro chegar, já será presente... e terá passado tempo!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Geração tipo

Estás a ver aquela malta que tipo fala assim... tipo mais nova? Pois... é desse tipo de malta que estou a falar. Até parece que eu estou tipo a criticar. Mas não estou. É aquele tipo de malta que fala tipo assim. Nós estamos tipo a conversar e eles tipo sempre a meter tipo nas frases. É tipo meterem três e quatro tipos em cada frase. Mas será que este tipo de conversa é tipo desagradável? A minha resposta será tipo não. Quando em Julho passado fui tipo de férias para Sines acabei por ir tipo acampar. Foi assim tipo bom. Há anos que não acampava e muito menos passava assim tipo dias inteiros com malta tipo mais nova. Foi tipo um prazer escutar aquele tipo de conversas em que se metia três ou quatro tipos em cada tipo de frase. Tipo tás a ver, não estás? Foi tipo giro. Mas o que é assim tipo engraçado é que tipo ficamos com essa mania tipo metida tipo na cabeça. Ao final de tipo dois dias eu era tipo para aqui e tipo para ali. Mas a questão é que tipo no início eu estava tipo a gozar mas, depois tipo que aquilo ficou tipo cá dentro e já era tipo difícil fugir tipo daquelas conversas assim tipo assim. Mas é realmente tipo engraçado ouvi-los... mas torna-se tipo um pouco tipo cansativo. Será que tipo um dia destes eu vou tipo falar assim tipo sem me aperceber? Eu acho que não! Tipo não me estou a ver estar a ter tipo conversas deste tipo. Tipo acho eu que não.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Lost

Há muito tempo que me apetece escrever algo bom... mas nada sai!
Mas hoje talvez sim... hoje fiz dois comentários por aí. Por esse mundo que é a blogosfera que, tal como o Universo, é finito, mas está em constante expansão.
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Num post que dizia que O Mundo é pequeno... eu respondi
Demasiado pequeno quando nos queremos esconder... demasiado grande quando queremos que nos encontrem...
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Num outro post em que alguém falava que se sentia perdida eu respondi
Se estás perdida na cidade, deixa-te estar quieta que alguém te vai encontrar. Se estás perdida no campo, vai andando até encontrares alguém.
Agora a questão é? Onde sentes tu que estás? ;-)
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E para quê falar destas duas respostas? É simples... a blogosfera é isso! E muito provavelmente a vida também é isso.
Queremos companhia... uns companhia para umas coisas e outros para outras, mas no fundo todos queremos companhia. Nem que seja a companhia das palavras dos outros. Mas acho que a maioria procura a companhia física de alguém... de alguém especial. Não necessariamente um(a) amante, mas definitivamente alguém especial.
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E o mundo parece-nos enorme porque ninguém nos encontra e não encontramos ninguém... e muitas vezes já nem sabemos bem o que fazer, se ficar quieto à espera que nos encontrem ou se continuamos por aí em busca de encontrar alguém.
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Na blogosfera é o que mais se vê... pessoas em busca de companhia!
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Eu sou uma dessas pessoas...

domingo, janeiro 07, 2007

Bolo

Em dia de neura fiz um bolo. O dia não começou bem, o tempo não está convidativo para sair, a vontade de estar sozinho em locais públicos é nula... acabei por ficar em casa. Simplesmente sentindo o tempo passar. Numa cadência lenta. A televisão nem se liga, a rádio também não. No pc ainda estão várias dezenas de álbuns à espera de serem explorados, conhecidos, apreciados. Vou ouvindo-os sem ligar muito. Nenhuma sonoridade prendeu a minha atenção. Muita coisa boa... mas é preciso ser mais que isso para despertar a minha atenção. Sigo no tempo. A tarde vai fluindo. Pensei E porque é que não fazes um bolo? Assim fiz. O meu primeiro bolo. Não tinha balança, as medidas foram a olho. Já está feito. Não cresceu... mas a farinha dizia que já vinha com fermento. Pode-se dizer que é um bolo à minha imagem... o aspecto dele não é grande coisa. Mas o interior é bom... é saboroso. Por fora ficou negro... como o meu estado de espírito neste momento. Estado de espírito esse que melhorou por ficar a saber que sou capaz de fazer um bolo. Um pouco mais de prática e poderei fazer melhor. E pela casa ecoa um belíssimo cheiro a bolos. Em dia de neura fiz um bolo.

Pensamento #19

Será possivel que passados dois anos ainda existam merdas por resolver!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Sonhos

Muitas vezes, quando acordamos, não nos lembramos do que sonhámos durante a noite. Mas às vezes a recordação fica bastante clara. Esta manhã foi uma dessas manhãs em que me lembrava perfeitamente do que tinha sido o meu sonho.
Não sou daqueles que acha que os sonhos têm significados... bom, talvez até tenham quando sonhamos com pessoas ou com situações.
Mas o de hoje não consigo entender nada... não tem lógica nenhuma e foge completamente à minha atitude racional.
Sonhei que tinha sido contemplado com o primeiro prémio do euromilhões. Tinha ficado dono e senhor de um ror de dinheiro. Até agora nada de especial... é um sonho que até acordado se pode ter. O estranho foi o que fiz com o dinheiro. Gastei-o todo na compra de um quadro, numa valiosa obra de arte... e depois destruí-o!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Plateau

A noite de passagem de ano terminou no Plateau. Não ia lá há muitos anos... concerteza que a última vez ainda tinha sido no século XX. Aquela casa não mudou nada... a decoração é a mesma, a música é a mesma. Foi bastante agradável.
Também foi bastante agradável ter tido um cortinado dos anos 70 a dançar à minha frente a noite toda... não me ligou nenhuma o cortinado, mas ao menos foi uma distracção naquela noite em que quase toda a gente tinha algo a que se agarrar. E eu, nem sequer um cortinado... um cortinado daqueles dos anos 70.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Outra vez a tenda

O ben-u-ron é bem bom!
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Pois é! Estou melhor agora. Cheguei a casa cedo, tinha tolerância de ponto esta tarde. Lancei-me para o sofá na tentativa de adormecer e da dor de cabeça passar. Nada feito! Duas horas por ali e sono, népias! Acabei por decidir que isto só lá ia com químicos. Saí de casa e fui comprar os benditos ben-u-ron... lanchei e tomei um. Voltei para o sofá para ver se agora dormia. Pois... o que aconteceu foi a dor passar, mas o sono também. Paciência... no problem!
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Como não conseguia estar quieto decidi montar a tenda! Nop... nada de conotações sexuais desta vez. A propósito de tenda... eu não sou um fã de campismo. Para férias gosto muito mais do conforto de um quarto de hotel... mas também sou daqueles que se adapta a qualquer situação. Mas voltando à tenda... esta é daquelas que não precisa de ajuda de ninguém para montar. É uma Quechua que se monta em dois segundos. Portanto... eu consegui montar a tenda em dois segundos! Há quem demore muito mais tempo! Realmente... estes trocadilhos divertem-me!
Pois bem... assim que tirei a tenda do saco e retirei o laço que a envolvia fiquei com uma enorme tenda montada na minha sala! Nem queria acreditar! Tive que saltar para cima do sofá antes que fosse atingido. Lá acabei por afastar mesa e cadeiras para que ela ficasse devidamente apoiada no chão. Isto funciona mesmo, pensei eu. E até fiquei com vontade de assim que o tempo aqueça ir passar um fim-de-semana acampado para a experimentar. Mas o que eu não sabia é que ela é estupidamente dificil de desmontar. Vi-me à rasca mas lá consegui.
Cheguei à seguinte conclusão perante tal facto... não preciso de ajuda para montar a tenda. Mas para a desmontar preciso! Portanto... agora procuro companheira para desmontar a tenda! E em termos de trocadilho até fica mais sugestivo! Realmente isto diverte-me!

Ressaca

Mas quem me manda a mim deitar-me bêbado às três da manhã para depois acordar às oito e estar a trabalhar às nove!?!
Às vezes penso que não tenho juízo... outras vezes penso que é a idade que já não me permite perder o juízo de vez em quando.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Play me #09

Tal como muita gente, eu era um fã do Seinfeld. Passava horas acordado naqueles tempos para que pudesse ver o episódio dessa noite que passava sempre tarde e a más horas. Mas valia a pena! Hoje em dia já não é preciso porque passa em repetição a horas decentes num dos canais da SIC. E ainda adoro ver aquela série sobre coisa nenhuma. Mesmo quando aparece um episódio que já tenha visto.
Quando foi para o ar o último episódio lá estava eu a vê-lo. O episódio terminou com uma música que desconhecia e que adorei.
Já não me lembro como fiz... mas dei muitas voltas para tentar descobrir o nome do grupo e o título dessa música. Lá acabei por encontrar... também já há muito tempo.
Vou deixá-la por aqui uns tempos. A sonoridade é das mais fantásticas... e a letra é fascinante. Um dos meus temas favoritos!
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Aqui ficam os Green Day com o tema Good Riddance (Time Of Your Life).

Tenda

Este natal deram-me uma tenda de campismo... não percebi muito bem porquê, mas a ideia foi muito gira.
Portanto... agoro procuro companheira para montar a tenda.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Quero

Quero dizer-te com o meu corpo o quanto gosto de ti. Quero percorrer cada ponto. Quero saber como sabe cada parte tua. Quero desenhar com os meus dedos o teu corpo. Quero cantar a música dos teus seios com a minha boca. Quero escutar o som das tuas pernas. Quero sentir o sal do teu suor nos meus lábios. Quero ter-te na ponta da minha língua. Quero ver-te toda... conhecer cada pormenor, cada curva, cada extremidade, cada concavidade. Olhar com os olhos o teu fogo. Ver com os meus dedos a vertigem do teu ser. Quero amar-te. Foder-te. Chupar-te. Lamber-te. Sentir-te estremecer... suspirar... gemer... quero ouvir essa música sair dos teus lábios. Quero-te submissa. Quero-te agressiva. Quero-te dominadora. Quero escutar isso no fundo dos teus olhos. Quero-te por cima. Por baixo. De lado. Quero sentir o teu calor... a tua humidade. Quero envolver-te com os meus braços. Quero-te na cama. No chão. Na sala. Quero-te na rua. No carro. No prado. Quero acarinhar-te. Beijar-te. Mimar-te. Quero que implores. Que ordenes. Quero apertar-te com as minhas pernas. Quero tocar-te no fundo de ti. Quero que grites. Quero que suspires. Quero que rias. Quero ver-te escorrer gotas de prazer. Quero beber essas gotas. Quero morder os teus mamilos duros. Quero ver-te agitada. Quero sentir que não sabes onde tens os teus braços e as tuas pernas. Quero as tuas mãos em mim. Quero enterrar os meus cabelos nas tuas costas. Quero que não saibas onde estou... pois estarei em todo o lado de ti. Quero comer-te. Beber-te. Cheirar-te. Saborear-te. Quero que me apertas entre as tuas coxas. Quero envolver com as mãos os teus seios enquanto percorro o teu pescoço e sinto os teus cabelos. Quero estar dentro de ti. Quero estar em ti. Quero a frescura da tua boca na minha. Quero-te fazer rainha, senhora, menina, concubina. Quero sentir o teu cheiro... o teu sabor. Quero que orgasmes nos meus lábios. Quero que peças mais. Quero que peças que pare. Quero que não saibas o que queres. Quero que fiques louca. Faminta. Sedenta. Quero percorrer-te... quero conhecer-te... quero ter-te...
Quero-te!

Natal

O Natal é quando um homem quiser... e eu, este ano, estou como os Gatos. Se é quando um homem quiser então este ano não me apetece.
Mas também este ano não me sinto muito Gato. Apercebi-me que me sentia Lobo esta manhã enquanto vinha para o trabalho e a Radar deu-me a escutar o Hungry like the wolves dos Duran Duran.
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Este foi um começo brilhante! Não existem dúvidas que eu sou muito bom. Mas pronto... já se esgotou a inspiração. Não tenho mais nada a dizer! Mas como os blogs servem mesmo para as pessoas que não têm nada a dizer, dizerem qualquer coisa então aqui vai.
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Os meus olhos, para além de serem lindos, são difíceis... principalmente o olho direito. O contactologista (que raio de palavra) diz que não consegue acertar com a lente ideal para esse olho. Ao final de três testes declarou que iria fazer uma última tentativa. Tenho andado de lentes, e tenho andado bem! Se não trabalhasse o dia inteiro em frente ao pc então dava perfeitamente. Os óculos também já têm lentes novas. Andei com eles um dia inteiro e não apareceram dores de cabeça. Conclusão: o meu mal estar era mesmo derivado dos óculos.
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Assim que ficou resolvida esta questão dos óculos apanhei uma gripe! Não me engripava há mais de um ano. Já está a passar graças ao fortíssimo ataque com comprimidos.
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Vou dar por concluída a época de compras natalícias hoje à hora de almoço. Não consegui interiorizar o espírito este ano. A inspiração foi péssima! Mas pronto... o que conta é a intenção!
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Ainda não faço ideia de como vai ser a passagem de ano... só sei a hora! O local está difícil. Mas a solução de último recurso será sempre na santa terrinha.
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Regresso hoje à santa terrinha para passar o natal. Vou optar por ir o mais tarde possível para ver se encontro o menos gente possível na estrada... gente como eu, que tem as suas vidas longe do local de origem.
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Aproxima-se um novo ano... mais uma vez os objectivos que me traçaram são puxados. Tem sido assim todos os anos. Aumentam brutalmente os objectivos a ver se me aguento. Pena é que não aumentem brutalmente as compensações. Eles no fundo sabem que sou uma pessoa teimosa e obstinada que não descansa e não se sente bem enquanto não conseguir alcançar os objectivos. Mesmo sabendo que o pensamento deles é É este ano que ele se vai entalar!
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E pronto... acho que já chega!
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Este ano não vou mandar mails com boas festas para ninguém... mas, para aqueles que gostam desta época, então que passem uma época feliz. Para aqueles que andam um pouco chateados com o natal... olha, façam como eu, aguentem-se o melhor possível porque esta tanga é só mesmo uma vez por ano!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Tempo

Faz hoje dois anos que te foste embora... a vida continuou, mas a saudade permanece. É aquela velha frase... Fazes-me falta!
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Já não é a primeira vez que coloco aqui esta passagem... mas realmente vale a pena!
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Para tudo neste mundo há um tempo,
para cada coisa há um momento debaixo dos céus.
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Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.
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Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.
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Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.
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Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.
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Eclesiastes 3, 1-8

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Este...

Este post não é sobre angústia...
Este post não é sobre espera...
Este post não é sobre tristeza...
Este post não é sobre ignorância...
Este post não é sobre dúvida...
Este post não é sobre esperança...
Este post não é sobre estranheza...
Este post não é sobre indiferença...
Este post não é sobre ansiedade...
Este post não é sobre sentimentos...
Este post não é sobre protecção...
Este post não é sobre gosto...
Este post não é sobre entrega...
Este post não é sobre correspondência...
Este post não é sobre insónia...
Este post não é sobre nervosismo...
Este post não é sobre paixão...
Este post não é sobre auto-preservação...
Este post não é sobre compreensão...
Este post não é sobre perguntas sem resposta...
Este post não é sobre ninguém...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Mãe Natal

Sou totalmente contra ao conceito de Pai Natal... mas, por outro lado, o conceito de Mãe Natal deixa-me fascinado! Porque é que será?

Domingo

O dia amanheceu tarde depois de uma noite bem passada e melhor bebida. Os domingos são assim... um pouco estúpidos. O que fazer hoje? Andei pela casa um pouco. A claridade forte de um dia bonito de inverno entrava pelas janelas. Um bom dia para esplanar! Arranjo-me e tento arranjar companhia. Combinado, passo aí às 13:30h. Assim foi... tomar café e falar. Pôr a conversa em dia com quem já não estava à uns dois meses. Precisava muito de falar assim... precisava expôr a esta amiga o que cá ia dentro e as novidades recentes. Contar-lhe toda uma história. Talvez ela pudesse sossegar-me, acalmar a inquietação... ela também é mulher, ela também é da mesma idade. Que achas!? pergunto. E se te acalmasses e vivesses isso! responde. Pois... eu sei.
Esteve-se bem por lá mas o frio apertou. Fomos ver um filme que já tinhamaos combinado ver ao final da tarde. Um filme estúpido sobre um estúpido pinguim que faz sapateado. Pronto... até que não foi mau. O ideal para um fim de tarde de domingo... um filme de animação engraçadito.
Depois de ter ido pôr a amiga a casa dirigi-me para a minha. O final de domingo é uma lenta espera pela hora de deitar... mas decidi fazer algo. Cheguei a casa, liguei o aquecedor e fiz um chá. Desempacotei a árvore de natal e os enfeites e preparei tudo. No final coloquei o presépio perto da árvore. É uma tentativa de me deixar imbuir pelo espírito de natal. É que ainda não fiz compra nenhuma... nem tenho vontade!
Jantei e vi um pouco de tv... está frio, pensei. Fui para cama ler. Mandei mensagens a quem não me sai do pensamento... a última resposta dela sossegou finalmente a minha inquietação. Dormi sossegado.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Procura-se

Procura-se Menino Jesus.
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O Menino Jesus desapareceu. Foi visto pela última vez em meados dos anos oitenta e vestia na altura uma pequena tanga branca.
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O suspeito pelo seu desaparecimento é um senhor de avançada idade, de aspecto robusto e com cabelos e barbas brancas. Normalmente veste calças e casaco vermelhos com rebordos brancos e um cinto preto. Costuma ser visto em centros comerciais por alturas de Dezembro e em muitas representações pictográficas espalhadas por tudo o que é local. As autoridades advertem que o sujeito está referenciado como suspeito de pedofilia embora não tendo provas concretas. Mas as provas circunstânciais de estar sempre a ser avistado em locais onde há crianças, gostar de as ter ao colo e de ser suspeito pelo desaparecimento do Menino Jesus levam as autoridades a colocá-lo no rol dos suspeitos de pedofilia. Aliás, há fortes suspeitas que o enorme saco que habitualmente transporta possa servir para esconder crianças raptadas e colocar-se em fuga.
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Se alguém o vir é favor contactar as autoridades. Se não conseguir contactar as autoridades não o deixe fugir... tente imobilizá-lo. Para tal recomenda-se o uso de um taco de baseball.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Lentes

Não tenho escrito muito... não, não ando a atravessar nenhuma crise de inspiração nem ando mal disposto. Os motivos são simples... devo andar com algum problema nos meus óculos e por esse motivo tenho procurado evitar ao máximo estar em frente ao ecrã do pc.
Já tinha feito referência aqui que andava com fortes dores de cabeça e decidi fazer uma experiência. Coloquei as lentes de contacto que andavam por lá e que já não usava há uns dois anos. A graduação delas já não é a ideal, mas o que é certo é que até vejo bem com elas e as dores de cabeça reduziram-se substancialmente. Nos últimos dois ou três dias tenho-as usado em casa, mas hoje decidi vir trabalhar com elas.
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Mas isto de usar lentes na rua provocou um grande problema... o meu alter ego de gajo giro e bom foi descoberto! Anos e anos a esconder esta minha personagem para que tudo viesse por água abaixo nesta manhã. Foi um trajecto difícil para o emprego... tive de fazer uso de toda a minha resistência física e velocidade para fugir às hordas de gajas histéricas que me queriam atacar. Quem sabe, talvez me quisessem comer ali no meio da calçada, ao virar daquela esquina ou contra a parede daquele prédio. Tive que usar toda a minha inteligência e capacidade de despistagem. Acabei por me esconder numa pastelaria e pedir um bolo... foi quando reparei na empregada que me olhava como se eu próprio fosse um pastel de nata... quentinho e coberto de canela. Só tive tempo de me desviar enquanto ela saltava por cima do balcão e acabou por se estatelar no chão. Nesse instante decidi sair dali em grande correria, cheguei à rua e aproveitei o facto das hordas de gajas que antes me perseguiam ainda estarem perdidas com a minha anterior magnífica manobra de despiste e segui directo para o trabalho onde consegui finalmente descansar.
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Isto de andar de lentes é difícil para gajos como eu... por outro lado, acho que andar de lentes faz-me ver coisas que não existem!

sábado, dezembro 02, 2006

Pensamento #15

Depois de tantos anos solitário, será que ainda saberei namorar?

Bond

Ora vamos lá a ver se sai alguma coisa!
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É verdade... não tenho escrito muito. Se calhar houve gente que pensou que tinha sangrado até desfalecer por causa do último post. Nada mais longe da verdade... até me sinto bastante bem!
O motivo por andar a escrever tão pouco é porque me tenho afastado um pouco do pc. Tenho tido umas belas dores de cabeça e já cheguei à conclusão que é por causa de tantas horas à frente do ecrã. As do trabalho não posso evitar... mas as passadas em casa posso. Também é claro que muitos posts foram escritos em momentos mais calmos do trabalho. Mas momentos calmos não têm aparecido... aliás, as coisas têm corrido bem mal! Enfim... logo melhora!
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Hoje fiz uma coisa que não fazia há uns dois anos... não, não é nada disso suas mentes perversas... também não passou tanto tempo assim. Hoje coloquei as lentes de contacto e passei umas duas horas com elas. Estava a tentar determinar se as dores de cabeça tinham a ver com os óculos. E a verdade é que apesar de não ver tão bem, as dores passaram... o que não deixa de ser estranho.
Estranho também foi a facilidade com que coloquei as lentes. Só tive que as ir buscar ao fundo do lavatório umas quatro vezes... cada uma! Um total de uns quinze minutos! Record absoluto... podem chamar o Guiness.
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Acabei por tirá-las para ir ao cinema... fui ver o Mr. Bond. Não é que aprecie muito os filmes do double oh seven, mas achei este novo Bond bastante bom(d) no papel.
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Ontem fui ver o meu Sporting fazer a sua boa acção de Natal... lá se deixou perder com o Benfica para que o campeonato ficasse um pouco mais competitivo. É assim... nós sportinguistas somos boas pessoas e gostamos de caridade. Fui ver o jogo ao estádio... é sempre diferente. Até fiquei com a impressão, errada obviamente, que o SCP fez um jogo miserável. Mas foi tudo fachada para que os vermelhos não se sentissem muito mal.
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E pronto... assim foi este post. Foi só mesmo para desbloquear. Às vezes, quando deixamos passar algum tempo sem escrever, depois custa um cadinho a recomeçar.

Play me #08

Bom... nada melhor do que mudar de música para ver se novos posts aparecem. Aqui ficam os australianos Architecture in Helsinki com o tema Wishbone do álbum In case we die.
Eu gosto deles... espero que vocês também.