domingo, fevereiro 12, 2006

Tarde

E não é que esteve uma tarde magnífica para esplanar!

Tarde inteira passada nos Meninos do Rio a apanhar sol e a ler.

Primavera

Apareceste vivia eu um longo inverno... e quis a ironia do destino que te conhecesse num local chamado Primavera.
Foi quase há um ano mas recordo essa noite como se fosse ontem.
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Vi a beleza do teu olhar quando te viraste. Tinham-te chamado para perto de nós e tu vieste. E porque não virias tu? Eram pessoas que conhecias... amigos do teu irmão. Desde sempre soube que tu existias... mas não te conhecia.
Ficaste ali... por ali. A conversar connosco.
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Enquanto te ouvia o som da tua voz ecoava como música. E quando te rias parecia que aquele local mal iluminado se enchia de luz.
Fiquei logo ali encantado por ti. Sempre ouvi dizer que um dia, quando menos se espera... Esforcei-me sempre para acreditar nessas palavras. Muitas vezes as repeti a mim próprio na vã tentativa de me convencer. Mas no fundo... no fundo não tinha fé nenhuma nelas.
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Durante essa noite não fui capaz de me afastar de ti... queria saber tudo. Queria inspirar daquela energia que emanavas. Queria beber daquela vivacidade que libertavas.
Nessa noite falei, sorri, ri às gargalhadas contigo. Dancei. Olhei para ti incrédulo no que estava à minha frente. Desde sempre soube que tu existias... mas ali estava eu, homem de pouca fé, incrédulo a pensar És tu! Encontrei!
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Nessa noite soube que ias embora... ias embora por seis meses. Partias daí a uma semana ou duas.
O meu ânimo sofreu com isso... mas, sou sempre protector dos meus sentimentos. Do alto das muralhas que tão bem construí não deixei que me invadisses por completo. Olhei para mim, senti-me ridículo e pensei Deixa-te de coisas... como é que uma jovem daquelas te iria ligar alguma!?
Mas tinhas-me marcado profundamente. Vi-me a arranjar forma de te contactar. E descobri como... descobri o teu mail. E durante esses seis meses falei contigo. Sempre com um entusiasmo que fazia questão de travar. Por vezes via-te online mas, a muito custo, evitava falar contigo.
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O tempo passou e regressaste.
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Regressaste e todo o esplendor do meu encanto regressou também.
Os teus actos... as tuas atitudes. As tuas palavras... os teus sorrisos. Os teus olhos... os teus cabelos revoltos. Tudo era ópera para mim.
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Tudo em ti me dizia que correspondias ao que ia dentro de mim. E então, nessa altura, destruí todas as muralhas que tinha. Destruí-as com prazer. Ávido de me libertar da fortaleza em que me tinha refugiado. Senti-me leve... leve como se navegasse em nuvens.
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Mas depois veio a tempestade... a tempestade que me fez naufragar. Tu apercebeste-te e forçaste-me a falar disso. E fizeste bem... claro que só conseguiste que eu o fizesse à distância. A minha incapacidade com as palavras ditas levou a que essa conversa fosse feita no refúgio das palavras escritas.
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Esclareceste-me. E fizeste bem... Sim, gostavas de mim. Sim, gostavas de mim mesmo muito, mas não da mesma maneira que eu gostava de ti.
Pedi-te desculpa... senti-me envergonhado. Caí na realidade nua e crua. Tudo tinha sido um sonho lindo que sonhei numa manhã de luz que se seguiu a uma noite longa e escura.
Disse-te que me tinha de afastar... pedi-te que compreendesses. Compreendo disseste tu.
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E afastei. E consegui manter-me afastado durante algum tempo. Nesse tempo procurei viver... viver e sentir... e vivi e senti!
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Via-te na santa terrinha e limitava-me a cumprimentar-te. Via-te online e permanecias bloqueada. Soubeste que estavas bloqueada mas compreendeste. Não me parece bem disseste tu com um sorriso.
Mas ouve uma noite em que nos encontrámos. Deste-me grande atenção nessa noite. E mais uma vez todo o meu encantamento se manifestou. No final dessa noite disse-te A partir de amanhã estás oficialmente desbloqueada.
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Só podia ser... a verdade é que me sinto feliz quando estou contigo. Não quero que o inverno regresse. Sinto-me bem e sinto-me feliz. Tens sido o sol que me aquece... o sol que não posso tocar. Mas que me aquece e sinto todo o calor que me dás.
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Olhar os teus olhos, ver e ouvir o teu sorriso, escutar as tuas palavras, observar os teus cabelos revoltos, ver-te a passar no teu movimento roliço... tudo isso me faz sorrir. As tuas conversas, o jeito como me falas, a capacidade com que me desarmas, a forma como as conversas saem fluídas e longas... tudo isso me deixa contente. Já tentei manter um ar sério mas é inútil. Tudo em mim é sorrisos quando estou contigo.
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Sei que te tenho de esquecer... mas até lá deixem-me ser feliz. Uma felicidade ingrata porque não é total.
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Um dia, e é provável que seja dentro de muito pouco tempo, terei de te bloquear da minha vida outra vez.
Para poder encontrar outro alguém que me faça sentir assim... ou melhor ainda!
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Mas uma coisa tu fizeste e fazes ainda... deixas-me feliz e destruiste a fortaleza em que vivia.
É por isso que digo sem ironia... Obrigado por me teres deixado desorientado e desprotegido! Assim mudaste a minha vida para sempre!

sábado, fevereiro 11, 2006

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Half empty

Facto negativo do fim-de-semana que se aproxima: Queria ir esplanar e o tempo está mau para isso.

Half full

Facto positivo da semana que se aproxima: Não gasto dinheiro em prendas!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Fartura

Como nem tudo na vida são tristezas... e como recentemente tenho tido mais propostas para saídas eis uma lista do que vi recentemente.
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Fui ver também um Bailado Contemporâneo que gostei bastante apesar das expectativas que tinha.
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Em teatro fui ver O Chato, Hamlet da Silva, A Mais Velha Profissão. Hoje vou ver o Othelo e é possível que vá ver para a semana O Efeito Laranja.
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Não há fome que não dê em fartura.

No comments

Esta fase começou à cerca de quatro semanas... hoje fiz um stop.
Saldo final da situação... extremamente negativo!
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Do que me posso queixar?! Azar... puro azar... só azar...
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Na tentativa de recuperar acabei por piorar... e piorar muito mais do que julgava ser possível.
Nunca pensei que pudesse rebentar tanto... mas só há uma coisa a dizer: Perdi onde antes tinha ganho... Ela deu, ela tirou.
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Agora... agora só me resta inspirar fundo. Esperar uns dias e voltar à carga se tiver nervo para isso.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Inibido

Voltando ainda aos temas sérios...
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Isto realmente, as conversas são como as cerejas... vêm umas atrás das outras.
E a propósito de comentários surgiu a questão, bastante pertinente diga-se de passagem, de possíveis inibições em escrever um blog só porque alguém que conhecemos pode ler.
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Quando criei o blog não sabia o que ia fazer com ele... e se querem mesmo saber, a questão não me preocupa mais hoje do que me preocupava naquela altura. É-me indiferente... o blog não tem regra. É por isso que de vez em quando falo para mim e outras vezes falo para quem está a ler (como é o caso agora). Umas vezes falo do que me vai na alma, outras falo do que quer que seja.
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A ideia inicial era não dizer nada a ninguém. Ninguém que eu conhecesse iria saber que eu tinha um blog, que escrevia do que ia dentro de mim e do que ia à volta de mim.
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Mas poucos dias depois do o ter criado uma amiga vira-se para mim e diz Tenho um blog!, eu respondi Eu também!
Depois disso não me ralei muito que as pessoas soubessem. Mas também posso dizer que as pessoas que me conhecem e sabem do blog são das mais próximas que tenho. Pessoas em quem confio. Não há aqui conhecidos... só mesmo amigos.
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E há também uma promessa que fiz a mim próprio... Escrever sempre como se ninguém que eu conheça vá ler!
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É por isso que não tenho inibições na escrita... é por isso que não me ralo em abrir a minha vida... é por isso que me sinto bem em ter o blog... é por isso que tenho crescido um pouco mais... é por isso que descubro mais coisas sobre mim próprio... é por isso que gosto de ouvir frases como continuas a surpreender-me por parte de gente que me conhece muito bem e, no entanto, vê que há muito a descobrir... é por isso que eu próprio sinto que tenho muito a descobrir de mim...
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No campo das inibições o que é engraçado é que eu não estou inibido em escrever. Mas há gente de quem gosto muito e que vem cá, e eu sei que vêm, que se sente inibido em escrever um comentário. Mas isso... isso não me preocupa nada. Como disse, ninguém que me conhece lê o blog. Nem eu próprio...

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Rectificação

Só para dizer que no domingo passado almocei não só com os meus pais mas também com a minha cunhada e a irmã dela. A ementa incluiu bacalhau com natas e frango assado.
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Fica aqui o esclarecimento e um pedido humilde de desculpas a quem quer que se tenha sentido lesado na sua honra e dignidade.
Aproveito a ocasião para fazer realçar que o termo egoista talvez tenha sido um pouco exagerado para a situação.
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Sem mais assunto de momento, despeço-me com um sorrisinho nos lábios, divertimento e ironia q.b.
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Às vezes só me apetece é gozar...

Comentários

Falar de sentimentos... é coisa que nunca fiz. Nunca fui capaz!
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O blog... o blog é óptimo para isto! Foi uma descoberta! Ontem perguntaram-me por mail como eu conseguia expôr-me assim? Como conseguia expôr os meus pensamentos mais íntimos?
Bem vistas as coisas... só podia ser assim! Um blog feito por mim só podia ser a falar do que vai cá dentro e do que se vai passando na minha vida. Não tenho arte para falar de outras coisas...
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Depois esta manhã li um simples mas muito bom post da Alyia. O blog é de quem o escreve... mas um elemento essencial do blog é os comentários. Eles ajudam-nos a perspectivar as coisas.
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Dizia-me a Heidy há uns dias que talvez ela tenha aparecido no teu caminho para te acordar. Para te beliscares e saberes que consegues sentir. Foi a análise que fiz quando fiquei esclarecido aqui há uns meses. E hoje sei que estou mais disponível para sentir. Tive essa experiência recentemente. Não foi profundo, mas foi intenso. E foi do melhor que me aconteceu de há muito tempo a esta parte.
A Viver em Segredo diz que no fundo sabes que não há nada a fazer...mas inconscientemente existe sempre uma esperança. É... é mesmo isso. E lidamos mal com a rejeição... e, às vezes, até podemos nem estar a ser. Mas como ter a certeza?!
Já a Caiê diz que quando deixares de gostar, cortas mesmo. Sim! É verdade... mais simples não podia ser.
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Todos os comentários têm sido importantes... e não só neste aspecto da minha vida. Noutras coisas que falo também por aqui. Destaquei estes... não podia destacar todos.
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Porque no fundo, como dizia a Meia Lua, só tu podes saber o que é melhor para ti.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Nada a fazer...

Foi um domingo estranho...
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Acordei ressacado. Muito mais ressacado do que o habitual. Não percebi... tinha bebido menos do que o habitual.
Recordei a noite anterior. Ela continua cheia de amizade para cima de mim... mas não me ligou nenhuma na noite anterior. Deprimi!
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À medida que me fui arranjando, a dor de cabeça foi passando. Almocei com os meus pais, fui ver a minha avó e enfiei-me no carro para regressar a Lisboa.
No caminho fui tomando decisões... Tenho de me afastar dela.
Não posso continuar a perseguir quimeras... tenho de esquecer e partir para outra. E a única forma é afastando-me e dando espaço para me interessar por outra pessoa que apareça.
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Mas a decisão estava tomada! Não posso sair com ela.
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Uma hora depois de ter chegado a Lisboa o telemóvel apita com o som de mensagem. Queres ir ao cinema?
Lá fui eu com ela... sentindo-me encantado, a flutuar e com um sorriso estampado do rosto!

Quanto tempo?

Eu sei que já disse isto centenas de vezes... mas aqui vai mais uma. Deixei de fumar!

Cinco

Foi-me lançado um convite... aliás, foram dois convites para a mesma coisa. Um foi da Alyia o outro da Eva.
O convite consiste em enumerar os cinco hábitos mais estranhos que tenho. Não é que eu goste destas coisas... até não gosto mesmo nada destas coisas em cadeia. Mas enfim... como as pessoas que me lançaram o repto merecem a minha elevada consideração aqui vai (ou, pelo menos, vai a tentativa):
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1.º Seguir carros na auto-estrada.
2.º Em todos os serviços em que um funcionário tenho o seu nome numa placa, tratá-lo pelo nome.
3.º Quando mexo o café, bato 3 vezes no fundo da chávena e mais 3 na borda dela.
4.º Trato a minha mãe por Minha Mãe.
5.º Antes de sair de casa percorro o corpo/roupa com as mãos enquanto conto um, dois, três, quatro. Simplesmente para ver se tenho as chaves, carteira, telemóvel e tabaco. Às vezes vai só até três.
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Provavelmente não são estranhos... ou talvez sejam. Provavelmente tenho outros... ou talvez não. Estes foram aqueles que me consegui lembrar.
Não vou lançar este repto a mais ninguém... da forma como estas coisas correm, breve toda a gente já recebeu.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Proxima Estación

Vive e deixa viver... é o que hoje em dia tomo como lema de vida.
Não julgues os outros... um corolário desse lema.
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É por esse motivo que a reinvidicação dos homossexuais em ver o direito ao casamento reconhecido pelo Estado não me preocupa nada. É-me completamente indiferente.
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Querem casar-se? Que se casem então. Quem sou eu ou o Estado para negar esse direito a quem quer que seja.
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Mas o que me preocupa profundamente na luta dos direitos dos homossexuais é que no dia em que obtiverem o direito ao casamento começará a luta pelo direito à adopção.
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Não se enganem... Proxima estación: la adopción!
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Chamem-me retrógrado... mas nesse ponto sou absolutamente contra!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Conclusões

Há uns dias atrás coloquei um post com o título Engate. Esse post não era sobre esse tema. Aliás, é hábito dar títulos que pouco estão relacionados com o principal propósito do post.
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Mas, pelos comentários que tive é possível concluir algumas coisas:
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- As mulheres não são engatadas... no máximo deixam-se engatar;
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- A espontâneadade é o mais apreciado no primeiro contacto;
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- Provocar um sorriso é meio caminho andado;
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- Mas no fundo... se ela não gostar do teu olhar não há nada a fazer.
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Assim... se uma pessoa se interessar por uma mulher, deve-se olhar com sinceridade e provocação e dizer a primeira coisa com piada que vier à cabeça.
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Se essa mulher ficar interessada, então ela vai, com mestria e sem que a outra parte se aperceba, conduzir a situação para onde ela pretende que vá.
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E, mesmo assim, não há garantias...

terça-feira, janeiro 31, 2006

Cantigas

Tenho estado esta tarde toda com esta cantiga na cabeça... e nem sequer a ouvi recentemente.
Ora vejam lá se vos faz lembrar qualquer coisa...
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Marmelada de banana
Bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
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A memória vai nos trazendo coisas engraçadas.
Podem ver o resto da letra aqui.

Bandeira

Hoje estava-se mesmo bem na minha caminha... tanto que acabei por me levantar uma hora e quinze minutos depois do que era suposto. Durante esse tempo fui dormitando e acordando. Sentia o frio na cara e pensava Está-se mesmo bem aqui! Para quê levantar!
Mas o que tem de ser tem muita força... e lá me fui arranjar.
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Quando saí de casa, bem protegido do frio com o sobretudo, luvas e cachecol senti uma grande leveza na manhã. Talvez fosse da claridade. Nas últimas semanas tenho saído de casa ainda noite. Hoje, a claridade já estava forte e o sol brilhava com alguma intensidade.
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Entrei no carro e retirei do porta-luvas os óculos escuros. Liguei o carro e automaticamente a Radar começou a dar-me música. Música boa que não recordo qual era... mas é sempre música boa.
O trânsito estava bom. Pude acelerar pelo Eixo Norte-Sul e sentir a potência do automóvel. O ar-condicionado já aquecia o habitáculo.
Lá fui fazendo o trajecto que faço todos os dias. Saio em direcção à Praça de Espanha. Quando estou a descer para ela sinto o sol do lado esquerdo. Forte. Brilha com intensidade. Sorrio.
Olho em frente à procura da bandeira. Naquela descida é possível ver o monumento da bandeira ao longe. Aquela gigantesca bandeira que está no alto do Parque Eduardo VII. Gosto desse monumento. Disseram-me que foi ideia do Santana Lopes. Não sei se foi... mas se é verdade então pelo menos uma coisa com jeito ele fez.
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Continuei... Lá me dirigi para o local onde habitualmente estaciono. Procuro um lugar e estacionei.
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Quando fechei a porta e carreguei no botão do fecho centralizado não pude deixar de pensar Tenho uma boa vida!
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E lá fui eu trabalhar...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Espetada de peixe

No sábado almocei uma deliciosa espetada de peixe na companhia de duas jovens. Espetada de tamboril, cherne e camarão. Estava magnífica! A ida a Peniche valeu a pena.
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Uma destas jovens é especial para mim...
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Estive durante muito tempo, anos, sem que sentisse nada de especial por ninguém. Cheguei ao ponto de me convencer que não seria capaz de voltar a sentir. Que sentimentalmente estaria morto e enterrado. Paz à minha alma.
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Foi quando conheci uma moça lá na santa terrinha. Bem mais nova que eu, muito fresca e jovial. Com uma beleza fora do vulgar e uma força interior que não deixa ninguém indiferente. Ela é feita do material das grandes mulheres. Nessa noite, quando a vi e falei com ela, fiquei completamente apanhado. Não queria acreditar como uma moça podia ser tão ao meu gosto. É ela! pensei eu.
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Mas não era... é verdade que fiquei convencido que ela também gostava de mim. A atenção que me dispensava (e ainda dispensa) era fora do vulgar. Foi quando me explicou que agia assim com toda a gente.
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Fiquei esclarecido.
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Resolvi que a tinha de esquecer. Arranjei todas as desculpas para não a encontrar. Bloqueei-a no messenger. E assim passou tempo. Os dias transformaram-se em semanas. As semanas em meses.
É claro que é dificil não a encontrar. E o que é certo é que em todos os momentos que estou ao pé dela me sinto bem. Contente. Feliz.
Nesses momentos sinto que nada me falta.
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Ela continua sem me ligar nenhuma em questões de coração. Mas em questões de amizade dá-me muita atenção. Ela fez questão de não misturar as coisas. Não ia perder a amizade só porque desenvolvi outro tipo de sentimentos.
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Ontem uma amiga perguntou-me Mas isso não é mau para ti? A companhia dela? talvez seja no longo prazo. Mas no longo prazo estamos todos mortos.
O que é certo é que me sinto sempre bem ao lado dela. Tenho sempre vontade de sorrir. E isso para mim, nesta altura, é o mais importante.

Jeito

Há dias em que nos sentimos cansados...
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Não é esse o caso de hoje. Estou bem... a única coisa que me chateia é uma dorzita nas costas. Na sexta-feira à noite, com o frio que estava decidi levar o aquecedor da sala para mais perto do computador. Pois... quando peguei nele passou-se uma cena digna dos filmes de comédia. Deu-me uma pontada nas costas... larguei o aquecedor, fiquei parado, sem conseguir respirar, encurvado e com uma mão atrás das costas. Sinceramente... a dor foi intensa mas o que me doeu mais foi o orgulho. Sinais... é a idade.
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Deitei-me cedo... o dia seguinte ia ser longo e prometia ser bom. E foi mesmo...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Engate

Dizem que é uma arte... não sei. Pela minha parte, nunca fui artista nesses campos. Fui sempre incapaz de me dirigir a uma desconhecida e meter conversa. Timidez... é o principal factor. Mas também uma falta de jeito com as palavras faladas.
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Frases de engate... sempre ouvi dizer que há quem as tenha. Fórmulas quase infalíveis de despertar o interesse de alguém. Exemplos há muitos. Desde as originais às mais batidas. Desde as de bom gosto às ordinárias. Tanto faz... a arte e o engenho de cada um faz com que elas apareçam.
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Só por uma vez tive uma frase que me saiu perfeita. E acho que saiu bem porque a intenção não era engatar... foi qualquer coisa que saiu de repente e que ainda hoje me admiro.
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Há muitos anos atrás, numa noite lá na santa terrinha, estava eu num bar a beber uns copos. Já tinham sido muitos mas, a sede continuava a apertar. Levanto-me da mesa onde estou e dirijo-me ao balcão para pedir a n-ésima imperial da noite.
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Lá estava eu no balcão cheio de gente a tentar ser servido. Lá dentro, uma daquelas jeitosas de corpos perfeitos, mini-saias curtas e decotes profundos. Penso que era tão profundo que lhe conseguia ver o umbigo através de um vale sinuoso e bem torneado. Esse monumento à natureza lá ia atendendo à velocidade que podia... e não era muita coitadinha. Pois a única coisa para que tinha jeito era para ser olhada.
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Ela ia atendendo o pessoal conforme as caras lhe agradavam ou não. Claro está... eu com o meu ar simpático estava sempre a ficar para trás. Só não me irritei com a situação porque cada vez que ela se mexia era ópera para os meus olhos.
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Mas a dada altura já estava cansado... aproveitei um momento em que ela estava a servir um gajo que estava ao meu lado para lhe disparar um bem sonoro, mal encarado, chateado e saído do nada Olha!! Onde é que tu estiveste? Ela, um pouco assustada, olhou para mim e timidamente perguntou Quando? Naquele instante e sem preparação pois não era essa a intenção saiu-me um grande sorriso e um olhar malandro e respondi-lhe Toda a minha vida! Ela corou de alto abaixo e sorriu. Perguntou-me o que ia beber e serviu-me. Eu peguei na imperial e voltei para junto dos meus amigos. Já tinha o que queria!
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No que restou dessa noite, sempre que me dirigi ao balcão fui logo servido.

Esclarecimento

Nos últimos dois dias tenho vindo a receber alguns comentários e emails que denotam alguma preocupação comigo... agradeço toda essa preocupação.
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Este post serve para esclarecer que o que motivou o post anterior não foram factos relacionados comigo directamente, mas sim com duas das pessoas de quem mais gosto à face da terra.
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Comigo está tudo bem... tirando só o facto de andar com alguma falta de inspiração no trabalho que, obviamente, se tem reflectido também na minha disposição e também na minha disponibilidade para escrever.
Mas essa falta de inspiração... o facto de as coisas não estarem a correr para o meu lado no trabalho nunca me levaria a questionar entidades superiores. A Deus o que é de Deus. A César o que é de César.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Continua assim...

Tudo bem que tens o dom da ubiquidade. Tudo bem que os teus desígnios são misteriosos. Tudo bem que escreves direito por linhas tortas. Tudo bem que quando fechas uma porta abres uma janela. Tudo bem que a vida é um milagre. Tudo bem que o mundo é composto de maravilhas. Tudo bem que, se calhar, muitas mais coisas más se passariam sem a tua intervenção.
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Mas... porra!!! Podias ter feito alguma coisa neste caso!!!
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Continua assim... continua a fazer com que os que te amam e respeitam passem por provas difíceis enquanto vemos outros, que não querem saber de ti, a correr-lhes bem a vida!!!
Estavas era a precisar de umas lições de Marketing...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Deprimente

Segundo uma notícia do Público, hoje é o dia mais deprimente do ano.
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Pelos vistos um cientista montou um modelo que lhe debitou o dia 24 de Janeiro como o dia mais deprimente deste ano. Mas, como hoje é segunda, acaba por ser hoje o dia mais deprimente!
Não sei se o modelo funciona... mas a conjugação de dois dias seguidos (quinta e sexta) totalmente desastrosos aqui no trabalho mais o facto de não ter conseguido dormir nada esta noite leva a que até agora este esteja a ser o meu dia mais deprimente do ano!
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Podem ler a notícia aqui.

domingo, janeiro 22, 2006

Eu já...

No sábado fui ao Porto. Fui lá visitar um casal amigo que atravessa um momento muito complicado. Estou convosco amigos!!! Apadrinhei a vossa união e espero ansiosamente por um desfecho feliz.
Se assim acontecer, a minha alegria será enorme. Claro que não poderá ser comparada à vossa mas andará lá muito perto!
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Depois da visita feita, eu, o rapaz deste casal e outro casal amigo fomos jantar.
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O que é que poderiamos ter comido no Porto? Uma Francesinha, claro!
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Confesso que nunca tinha comido uma Francesinha... e posso dizer que gostei! Ela fez-se difícil e tal, mas eu comi toda a Francesinha!
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Hoje em dia já posso dizer alto e a bom som para que toda a gente escute Eu já comi uma Francesinha!

Tudo!

Uma amiga vira-se para mim e diz Cheguei a uma altura em que ando a questionar tudo.
Tudo?! perguntei eu. Tudo! afirmou ela.
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Soou a um pedido de ajuda... mas posso estar enganado.
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Não deixei de ficar um pouco preocupado com a afirmação dela. Menina, se leres isto, e eu sei que lês de vez em quando, se precisares de falar estás à vontade. Não serei uma das tuas primeiras escolhas concerteza, mas podes contar comigo!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Tempo

A propósito de um comentário da minha amiga Zeni lembrei-me de escrever umas palavras.
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Tempo... tempo é algo que escasseia nestes dias. É verdade que não tenho escrito tanto e isso deve-se essencialmente à falta de tempo.
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Com o novo ano que começou, também começaram novos objectivos. Objectivos esses que têm de ser cumpridos. A dedicação que normalmente dou ao trabalho faz com que a disponibilidade para divagar por aqui não seja tanta.
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De manhã, lá dou a habitual voltita pelos blogs que gosto. Quando vejo algo que quero comentar e que não seja preciso muito tempo para isso lá escrevo alguma coisa.
À noite, o cansaço leva-me a não escrever. Aliás, ligo o computador por pouco tempo... só com o objectivo de responder aos comentários.
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É por isso, amiga Zeni, que ando muito desaparecido do teu bloguito... é por isso que ando desaparecido de todo.
Não é bem de todo. Eu estou por cá! Sempre! E sempre que solicitado dou resposta!
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Mas também é verdade que não é só o trabalho que recomeçou... também é verdade que os últimos 3 ou 4 dias têm sido de grande aperto por aqui. A minha atenção total é necessária.
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Mas prometo... quando as coisas normalizarem, volto a postar e a comentar com mais regularidade.
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Por agora... só mesmo quando a inspiração aparecer em momentos calmos e de disponibilidade.
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E a propósito de tempo... aqui fica uma breve passagem da bíblia. Para que ninguém fique com uma ideia falsa de mim... tive uma educação católica, mas não sou praticante. Sou um crente no divino. Respeito todas as religiões. Não me afasto de Deus, mas afastei-me das religiões. Levo uma vida baseada na máxima Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti. Máxima esta que poderemos encontrar, por outras palavras, em todas as religiões.
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Para tudo neste mundo há um tempo,
para cada coisa há um momento debaixo dos céus.
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Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.
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Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.
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Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.
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Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.
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Eclesiastes 3, 1-8

sábado, janeiro 14, 2006

Frases soltas #03

"Por essa razão tinha de ir-se embora de vez em quando, porque - explicavam-lhe - era bom que não fosse um deles. Gostavam de vê-lo, de tê-lo, e gostavam também de sentir a sua ausência, da tristeza de não poderem falar com ele e do sobressalto jubiloso no coração ao vê-lo aparecer outra vez."
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in, O velho que lia romances de amor, Luis Sepúlveda
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"Passou toda a estação das chuvas a ruminar a sua desgraça de leitor inútil, e pela primeira vez se viu acossado pelo bichinho da solidão. Bicho astuto. Atento ao menor descuido para se apropriar da sua voz, condenando-o a longas conferências órfãs de auditório."
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in, O velho que lia romances de amor, Luis Sepúlveda

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Justiça

Há que fazer justiça!
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E eu, que não gosto nada de ser acusado de injusto, tenho aqui que fazer justiça ao serviço de Apoio ao Cliente da Netcabo.
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Bom... contando a história toda tal e qual como se passou.
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Como disse, ficou agendado para ontem um serviço de apoio técnico para minha casa para ver o que se passava aqui com a máquina. Pois bem... tal como disse também, fui informado que seria às 18h.
Ontem cheguei a casa às 17h e esperei... esperei... esperei...
Nada! Nem eles apareciam nem ninguém telefonava.
Às 19:20h decidi ligar para ver qual o motivo do atraso. Fui informado que poderiam aparecer a qualquer instante. Uma vez que este tipo de apoio, para as horas que estava marcado, significava entre as 18h e as 23h. OK, disse eu. Não há problema, mas olhe que não tinha sido informado desse aspecto.
Lá continuei à espera até que às 20:30h recebo um telefonema de um técnico. Disse que estavam com graves problemas internos e que era impossível deslocarem-se a minha casa.
Mas o técnico pediu-me para desligar e tornar a ligar o router porque achava que sabia qual era o problema e se fosse mesmo esse talvez conseguissem resolver o bug remotamente. E que demoraria até 24 horas para ser resolvido.
Caso passassem essas 24 horas e o problema subsistisse então eu deveria contactar os serviços outra vez para agendarem a deslocação técnica.
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Confesso que achei difícil... mas lá fiz o que me pediam.
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Duvidei até ao último instante, mas o que é certo é que quando cheguei a casa tudo estava a funcionar em perfeitas condições!
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Por isso... aqui fica o meu pedido de desculpas por desconfiar do serviço e o endereçar de uns sinceros parabéns por um serviço que se revelou competente.
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Embora que não devia ter sido assim que as coisas se tivessem passado o que é certo é que o problema está resolvido!
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E agora... Bom fim de semana que eu vou pôr-me a caminho para a minha santa terrinha!

Claro

É claro que não apareceram!
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Posso continuar a ser cínico em relação a estes serviços...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Viciado

Ontem tive a noção clara!
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Não foi novidade para mim... já o reconheço há muito tempo.
Mas ontem senti-me um verdadeiro viciado a ressacar!
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Cheguei a casa e, como tem sido habitual desde que tenho computador em casa, liguei-o.
Tudo a funcionar. Normal!
A net ligada. Óptimo!
Mas, apesar de estar tudo ligado e em condições aparentemente normais, nada relacionado com a net funcionava.
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Como?! O que se passa?!
Lá dei voltas e voltas. Mas nada!
Era inútil. Era mais ou menos como aquelas pessoas que têm uma avaria no carro e, apesar de não perceberem nada de mecânica, abrem o capot para contemplarem o motor. Obviamente que não conseguem identificar o problema mesmo que ele esteja à frente deles. Um boi a olhar para um palácio. Era o que eu era ontem à noite.
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Tinha que descontrair. Acabei por fazer algo que não fazia há muito tempo. Lembrando-me de uma conversa que tinha tido no dia anterior decidi tomar um banho de imersão e juntei-lhe uns sais que já lá andam há muito tempo. Acendi incenso! Digamos que a sensação... foi espectacular!
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Depois disto, ainda liguei para a minha prima que entende destas coisas da informática e cujo namorado dela também percebe. Mas ela não podia ir lá a casa.
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Enfim... nada a fazer!
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A questão é que não sabia mesmo o que fazer para ocupar o tempo. O que será que eu fazia antes de ter aquela máquina lá em casa?!
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Por volta das 8h lá fiz outra tentativa de boi a olhar para um palácio. E pensei... Bolas!! Tenho o Apoio ao Cliente da Natcabo para alguma coisa! Não é que tivesse grande esperança que eles me resolvessem o assunto. Aliás, estava convencido que ia apanhar uma arrelia com um "apoio" incompetente.
Nada disso!!! Disseram que pelos registos deles o meu router estava a apresentar problemas há dois dias. Disseram que iam enviar um técnico. Pensei logo que seria daqui a uma semana ou duas. Mas, para minha grande surpresa, o operador perguntou se tinha disponibilidade para o dia seguinte. Sim, respondi eu, Mas só ao final da tarde. Muito bem, disse o operador pode ser às 18h? Assim ficou combinado.
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Realmente tenho que ter mais fé nestes serviços.
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Passei o resto da noite a gravar mais alguns CD's. E depois fui ler para a cama.
Antes de apagar a luz pensei Acho que estou mesmo viciado nesta coisa!!
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Ah! Outra coisa! Viram a côr fantástica que tinha o céu, no lado nascente, hoje por volta das 7:30h da manhã!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Esperam

Os amigos são aquelas pessoas que sabem tudo a nosso respeito e apesar disso gostam de nós.
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Ontem os meus pais telefonaram. Disseram que já nada sabiam de mim há muito tempo. Eu respondi que não era verdade... que ainda no sábado tinhamos falado. Mas eles insistiram... porque tinham a sensação que há muito não falavam.
A questão até é simples... depois de ter ido lá praticamente todos os fins-de-semana nos últimos dois meses sentiram a minha falta por ter ficado por cá este.
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Muitas vezes me interrogo o que estou a fazer por Lisboa. Sou daqueles que acha que o mais importante na vida é a família. E a minha... a que tenho são os meus pais. E agora somos só nós.
Eles só me têm a mim... eu só os tenho a eles.
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Gosto do meu trabalho. Sei que para fazer o que faço a única solução é estar em Lisboa. Gosto desta cidade e sinto-me bem aqui. Por isso permaneço.
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Mas sentir-me-ia melhor sabendo que podia acompanhá-los mais.
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Tem sido uma luta constante dentro de mim. Entre aquilo que desejo para mim e aquilo que sinto ser o meu dever.
A minha mãe, sempre uma fonte de sabedoria, sentiu isso e disse-me uma vez que eu devia viver a minha vida e que não me preocupasse com isso. Que eles estavam bem e que Lisboa no fundo era pertinho. No fundo só me quis descansar.
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A intuição, herdei-a da minha mãe, diz-me que não é bem assim!
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O tempo vai passando... e acabo por involuntariamente fazer aquilo que prefiro.
Como nunca conseguiria arranjar um emprego que me satisfizesse por lá, acabo por me ver "obrigado" a ficar por cá. Assim torna-se impossível de tomar a atitude indesejada por mim de regressar à terra natal.
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Mas sinto que esperam mais de mim... esse tem sido o grande problema.
Sei o que esperam... e sei também que é meu desejo dar-lhes essa alegria. Também seria alegria para mim.
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Isso... é outra questão da minha vida. Tenho sempre receio que as pessoas esperem mais de mim do que aquilo que posso ou quero ou estou disponível para dar. E, por essa via, acabar por deixar tristes essas pessoas.
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O que vale mesmo é os amigos... conhecem-nos, nada esperam de nós e apesar disso continuam a gostar de nós!

sábado, janeiro 07, 2006

Crónica de um sábado

Depois de uma noite diferente e muito bem passada o sábado amanheceu tarde.

Amanheceu por volta da uma da tarde. Uma dor de cabeça insistia no meu ser. Depois de um pequeno almoço leve e de um café tomado no Café do bairro (a 50 cêntimos!!) a dor permanecia. Um ben-u-ron pela goela abaixo que já não tenho idade para sofrimentos.

O que fazer num sábado em que decidi ficar em Lisboa... mas que a vontade de sair era nula. Nada tinha combinado e nada me apetecia combinar. Há já muito tempo que não ficava em casa... a gozar o meu espaço. Muita coisa para fazer por cá... mas nada que não pudesse ser adiado.
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Depois do café... depois do comprimido... a dor permanecia. Já passa! pensei eu. Vim ao computador responder a alguns dos comentários no blog. Assim o fiz com uns... com outros até gostava de responder... mas não tenho a morada para onde enviar.
Messenger... troca de palavras com uma pessoa linda e simpática. Email... outra troca de palavras de tu cá tu lá com outra pessoa fantástica.
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Decido ir almoçar... eram três da tarde. Já mais que hora para um almoço. Despeço-me de quem estou a falar. Saio... mas a vontade de ir almoçar desapareceu. A vontade da casa é mais forte! Regresso sem sequer ter entrado no carro. Chega-me uma pequena sandes, um yogourt e uma bananinha. Não liguei outra vez o messenger.
Primeira coisa engraçada do dia. Assim que tiro o invólucro do yogourt, lambo essa pequena tampa (será que posso chamar assim?)... reparo que tem algo escrito. Leio as seguintes palavras Este sítio está mais bonito... Foste tu que chegaste! não consegui evitar sorrir. Não sei quem foi o génio do marketing que pensou nisto, mas esteve muito bem!
Saio de casa para outro café. A cabeça continua a latejar... Mais um café e isto passa pensei eu.
Não passou... tomo outro ben-u-ron. Eu sei! Não é aconselhável... mas não estou para sofrimentos.
Melhora substancialmente... mas persiste. Esta é das duras! Não quer passar mas eu darei cabo de ti!!!
Outra troca de email... lá digo que tenho que ver se faço alguma coisa e que a melhor forma é fazer uma check list! Aqui está!
Pendurar quadros... é o primeiro item da lista. Lá vou eu... Pego no berbequim e na fita métrica e lá me ponho fazer medidas.
Realmente tenho jeito para o bricolage... a coisa saiu bem. Ora vejam lá. Este foi o primeiro. E depois mostro um pormenor.

É este o pormenor. Quando fui a Punta Caña havia lá muitos quadros... mas todos me pareciam foleiros... coisas sem jeito para consumo do turista. Até que me apareceu este à frente. Era diferente... OK... pode não ser pintura de qualidade, mas eu gostei dele. E não havia muitos assim como este. É bonito ou não!?

Depois foi outro quadro que tinha para pendurar. Este também gosto... mas não acho que tenha ficado tão bem nesta parede. Enfim... mas lá ficou. Quando terminei este último decidi comer outro yogourt. Já nem me lembrava da mensagem que o outro dizia. Voltou a surpreender-me. Este dizia Nem todas as estrelas estão no céu. Tu estás aqui! voltei a sorrir. O gajo que pensou isto é bom! Ou será uma gaja... não sei! Interrogo-me o que é que os outros dois que estão no frigo dirão...

Depois comecei a pensar no outro item da lista... arquivar a papelada! Dez meses de papelada... contas e afins para pôr em dossiers. Isto era tarefa para poder fazer duas coisas ao mesmo tempo. Bem sei que é coisa que os homens não conseguem normalmente... mas eu consegui! Consegui gravar estes CD's todos enquanto arquivava esta papelada toda! Sou o maior!!!

Depois disto comecei a pensar na tal ménage à moi... tratar-me bem! Decidi cozinhar uma bela refeição para mim. Como começar!?... Comecei da melhor forma... abrindo esta garrafa de tinto. Decantei-a. E coloquei-a perto do aquecedor para ela adquirir a temperatura boa para um tinto.

O jantar saiu bem... um strogonoff! Eu às vezes surpreendo-me a mim próprio! Isto saiu divinal... estava bom de sabor... estava bom de aspecto... e o tinto estava espectacular.

Terminei a refeição com a garrafa a meio. Fui tomar um coffee. Voltei para terminar a garrafa e o arquivo. Lá consegui... as duas coisas.

A garrafa foi terminada a meio de escrever este (já) extenso post. Passei para o Cardhu. E, confesso, que neste momento já estou alterado!

Acendi incenso para dar uma de zen... outra vez.

Os aromas confundem-se no meu espírito... o aroma do Rioja, o cheiro do Nagchampa Agarbathi... pelo menos é isso que está escrito na caixa do incenso.

Revendo agora a lista, sei que só consegui completar metade das tarefas... mas não importa! Nada era urgente. Urgente era passar um bom sábado. E passei!

O domingo já chegou... pode ser que termine aquilo que planeei!

Esta noite

Esta noite vai ser a loucura cá em casa... vou fazer uma ménage à moi.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Café

A máquina de café avariou aqui no trabalho.
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Não é que me faça muito bem... mas quando preciso de descontrair vou tomar um café e dou uma volta pelos outros departamentos.
Hoje tive que descer... saí do meu local e fui lá abaixo beber um café.
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Indecente!!! O café custa 0,55 €!!!
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O que é isto?!? 10% de aumento!? Porquê?
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Ah e tal... aumenta-se cinco cêntimos para facilitar os trocos.
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Nas portagens e noutras merdas é a mesma desculpa. Para facilitar!... Deve ser é para facilitar a engorda das putas das contas bancárias deles!!!
E a malta não protesta!!! É comer e calar... acha natural!
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Claro que acha natural!!! Durante muitos anos, enquanto tinhamos os Escudos, o aumento mínimo era sempre de 5$00. Pois claro... era a moeda em circulação com menor valor facial... já que as moedas de 1$00, embora existissem, era muito raro encontrá-las.
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Então se dantes os aumentos eram de 5 em 5... agora também! Pois! Mas os 5 de agora são o dobro dos 5 de antigamente.
E há uma grande diferença... é que agora a circulação monetária está muito bem servida de moedas de 1 e 2 cêntimos. Por isso... porque raio é que vêm com essa merda de declaração de É para facilitar!
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Nos países em que as moedas tinham muito valor continua a haver uma cultura de preços normais. É natural que algo custe 0,47€ ou 1,32€.
Um café custava 50 cents e sabendo que o custo de vida aumentou entre 2% a 3% então seria natural que o café passasse a custar 51 ou 52 cêntimos de Euro. E não 55!!! Para mim isso é enriquecimento sem causa!!!
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Para não falar que quando o Euro entrou em circulação os senhores dos cafés vendiam essa bebida a 70$00, ou seja 0,35€... agora com ele a 55 cents corresponde a um aumento de quase 60%!!! Será que os custos deles também aumentaram 60%!? Não me fodam!!!!!
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E isto é só um exemplo... podemos encontrar às dezenas por aí!!!
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Os restaurantes por exemplo... nos últimos dias dos Escudos lembro-me de, por vezes, almoçar por 700 ou 800 escudos. Agora!?!? Dasss!!! 7 e 8 Euros!! Qual é a diferença!? É o dobro!!!!
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Por isso, não me venham com essa coisa do para facilitar! Eu, se quiserem, posso andar sempre com uma mão cheia de moeditas de 1 e 2 cêntimos e facilito tudo! Eu até sou um gajo porreiro! Eu facilito essa merda toda! Eu facilito!
Agora... eu não facilito quem me tenta passar um atestado de estupidez ao tentar convencer-me que tudo funciona melhor se os preços forem mais redondos! Redondas são as putas que vos pariram!
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Não sou contra o Euro! Sou completamente a favor! Mas sou contra esses cabrões que se aproveitaram à grande da pouca noção que as pessoas tinham aquando da mudança de moeda!
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Dasss!!! Fico chateado, pá!
E fui eu tomar o café para descontrair...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Surpresas

Quando era miúdo imaginava as pessoas que estavam na casa dos trintas como pessoas muito velhas e como sendo respeitáveis senhores e senhoras que chefiavam as suas famílias e que faziam coisas importantes nos seus tempos livres.
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Nunca poderia imaginar essas pessoas como sendo jovens sentados sozinhos no seu apartamento, em frente a um computador, em pijama e roupão, de luvas sem dedos e a comer Ferrero Rocher's de empreitada, desculpando o adiamento da dieta na constipação que já mal sente e na necessidade de não se estragar a caixa de chocolates de que até nem é muito apreciador.
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Realmente... o mundo reserva cada surpresa às crianças!!!